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RELACIONAMENTO HUMANO


Para falar em relacionamento humano, remeto-me antes aos primórdios de nossa sociedade, ou seja, partindo do dia em que o homem se agrupou a outros por vontade própria e sob normas comuns. Podemos dizer que juntamente e para que isso acontecesse, ele precisou se relacionar, conviver com estes demais.

Sabemos que somos seres de relação, não vivemos sozinhos, precisamos do outro e o outro de nós, sabemos também que cada um de nós somos seres únicos, especiais e repletos de características, às quais estão incluídas qualidades e defeitos, que nos são muito particulares, o que significa que ninguém é igual a ninguém.

No entanto, relacionar-se humanamente com o outro implica conviver com esta diferença, respeitar o jeito de ser deste outro sem tentar mudar quem ele é, ou moldá-lo à nossa vontade.

Mas também não quer dizer, que não podemos acrescentar algo de bom ao nosso próximo, pelo contrário, na convivência, enquanto nos relacionamos com as pessoas aprendemos e incorporamos à nossa personalidade muito delas em nós. Na verdade o que ocorre ou deveria ocorrer, é uma bela troca de experiências onde cada um sendo quem é, dá e recebe, aprende e ensina tornando-se assim um ser humano melhor.

A Psicologia utiliza-se muito do termo empatia, que quer dizer colocar-se no lugar do outro, sentir-se na situação de alguém. Isso contribui bastante para o cultivo do respeito, de não se fazer ao outro, o que não gostaríamos que fizessem conosco.

Infelizmente nem sempre é isso o que acontece, muitas vezes este respeito mútuo à individualidade e peculiaridades de cada um inexiste, dando margens a brigas, agressões, guerras, à violência, seja ela em seu aspecto físico, psicológico ou moral.

Nós cristãos somos conscientes de que este tipo de relacionamento humano, que se possa dizer humano, não é o caminho que Deus nos convida a seguir. Sendo assim, cultivar amizades, incluir os excluídos, mostrar quem somos e enxergar os outros como são convivendo com as diferenças, perdoar e buscar o perdão, são entre muitos outros, passos importantes não só segundo nossos preceitos religiosos e de fé, mas em nossa vida e convivência em sociedade.
A psicologia critica o cultivo do hiperindividualismo, lembrando-nos sempre de que vivemos em grupo, assim como das diversas formas de relacionamento humano, sem descartar o aspecto cultural.

“Não é direito pensarmos em nós como se fôssemos o centro do universo”

“O problema é que de fato não somos e a tarefa da ciência moderna tem sido sempre a de nos recordar que o Sol não gira em torno da Terra. Embora pareça”
(Figueiredo e De Santi, 2000)


Para refletir...

- Como você avalia os relacionamentos que tem cultivado em seu meio social?

- O que tem doado e recebido na convivência em grupo?


Dra. Silvia Saraiva Marques da Silva
Psicóloga - CRP. 81487

 

 

 

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