A
Paróquia Missionária e sua Rede de Comunidades
Nosso querido
Pe. Zezinho, já canta há um bom tempo: “ é
preciso pescar diferente que o povo já sente que o tempo
chegou...”. Também, lembramos das palavras do saudoso
Papa João Paulo II que pedia: “ É preciso
avançar para águas mais profundas”. Diversos
Documentos da Igreja insiste que devemos evangelizar com renovado
ardor missionário!
Estudando
Jesus, sempre percebemos que Ele observa muito as pessoas e as
incentiva a enxergar que as mudanças dos sinais dos tempos
estava acontecendo e que as pessoas precisavam agir diferente.
Apesar de sermos uma paróquia pequena territorialmente
falando, somos uma paróquia que temos uma participação
ativa de batizados cristãos, comparada há muitas
paróquias de grande extensão territorial. Mais,
independente disso, é preciso escutar os pensamentos e
pronunciamentos da igreja e tentar colocar em pratica suas orientações
e indicações. Não importa o tamanho da igreja
local, os ensinamentos de Jesus são para os cristãos
reunidos em comunidade. Jesus pensou nas comunidades e nelas nós
encontramos o ambiente adequado para viver a pratica do Evangelho.
Em nossos
dias é impossível não pensar uma paróquia
que não seja missionária. Impossível pensar
uma paróquia que não se articule numa pastoral de
conjunto. Impossível pensar numa paróquia que não
caminhe numa Rede de Comunidade.
Todos
precisamos nos converter um pouco mais e passar por uma mudança
de mentalidade. A idéia e estrutura da Igreja hoje é
outra, completamente diferente de outros tempos. A Igreja não
é apenas lugar pra se fazer catecismo, “ rezar”
missa, batizar e casar. Igreja é lugar de amizade, da acolhida
e da convivência. Por isso precisamos fazer o anúncio
explicito de Jesus Cristo. Descobri-lo, conhecê-lo e a Ele
se entregar. Sem mudança de mentalidade, não haverá
a Grande Missão que estamos nos propondo. Só assim,
vamos vencer a pastoral da conservação e manutenção
e partir para uma renovação das estruturas de nossas
paróquias.
Este é
o nosso compromisso daqui pra frente: paróquia missionária,
ou seja, aberta a todos e que não fica apenas esperando
as pessoas nos procurarem para as atendermos e acolhermos: pastoral
de conjunto, onde todas as pastorais, equipes e movimentos trabalhem
juntos, partilhem juntos e comunguem na mesma unidade; e finalmente
Rede de Comunidades.
O desafio
para 2009 é estruturar a Rede de Comunidades. Queremos
mapear a paróquia em 16 comunidades. Estarão dentro
dos bairros, presentes nos quarteirões. Cada comunidade
terá a assistência do padre, mas terá um coordenador,
indicado pelo pároco a cada 02 anos e uma Casa Sede que
será a Casa do próprio Coordenador. Essas casas
não servira para encontros e celebrações.
A Comunidade precisa ser itinerante e caminhará com suas
atividades por todas as casas da Comunidade. Cada Comunidade terá
Santo(a) Padroeiro(a). Geralmente será segunda feira, o
dia central para atividades e encontro das Comunidades. Incentivaremos
os terços, a celebração da Palavra, a proclamação
do Evangelho, as bênçãos e outras atividades
que vão alternando de acordo com a criatividade cada um.
Precisamos alcançar a todos, cuidar de todos, fazer contato
com maior numero possível de pessoa e ter contato com todas
as casas.
Essa Rede
de Comunidades, devidamente distribuídas, precisa ser aproveitada
por todas as pastorais e equipes para facilitação
e organização de seus trabalhos e serviços.
As pastorais
que já trabalham no sistema de células e setores
por exemplo, aproveitem para se organizarem também dentro
das comunidades. Mantenham contato direto com os Coordenadores
e sabendo agir e criar vínculos a tendência é
que tudo fique mais ágil e de fácil comunicação.
Por isso é preciso uma reunião mensal dos coordenadores
de comunidades para que todos sigam uma mesma direção.
Para isso, o pároco nomeará de tempos em tempos
um Mediador das Comunidades. Sempre acreditamos que tudo que é
centralizador é prejudicial. Independente do tamanho, não
se pode centralizar uma paróquia se queremos ser missionários
e não permitir que o rebanho se disperse.
O
DOCUMENTO DE APARECIDA , nos chama de discípulos-missionarios
de Jesus Cristo. Somos como cristãos as duas coisas ao
mesmo tempo: homens e mulheres que seguem o Senhor, aprendem com
Ele, o escutam, o obedecem e depois sai no dia a dia da vida espalhando
fé, amor, esperança e vida.
Os
tempos mudaram, precisamos acompanhar. Os desafios
são novos. Os sinais estão urgentemente
clamando por mudanças. Estamos ficando muito defasados
em relação a sociedade e por isso é preciso
usar novos métodos, criar de forma diferente. Os velhos
caminhos estão muito batidos, muita coisa já não
funciona mais, muitas outras já não atrai mais.
Precisamos ser modernos, precisamos oferecer uma proposta nova,
vigorosa e atraente.
Aqui
em nossa Arquidiocese, vivemos a segunda fase do projeto sim.
Ser Igreja em Missão. Nossa ênfase, será
nas três pastorais principais que estão sempre em
contato direto com pessoas que não vivem seu batismo, estão
longe da comunidade e afastadas da Igreja. Precisamos repensar
a Pastoral do Batismo, da Catequese e do Matrimonio.
A proposta
é ir de encontro a essas pessoas que nos procuram. Precisamos
visitar ir ao encontro e entrar na casa das pessoas. A igreja
precisa se apresentar de um jeito diferente. Não há
igreja que tudo aceita que tudo viabiliza, tudo encaixa e tudo
permite, mas a igreja que abre as portas e se faz presente.
O Batismo
precisa investir na Evangelização na acolhida, na
visita. Precisa dar ênfase aos pais e acompanhar, antes,
durante e depois do sacramento. O mesmo se diz a respeito da Pastoral
do Matrimonio.
Na catequese,
a proposta é uma valorização na área
de Catequese de Adultos. Uma melhor organização,
estudo aprofundado e com escrutínios próprios de
quem sendo adulto vai sendo acolhido aos poucos pela comunidade.
“
O que a água é para o peixe, a comunidade é
para o cristão !”
Pe. André Luis Massaro