| Saúde
para todos
Mais
uma vez a Campanha da Fraternidade nos convoca a assumir uma realidade
social urgente como a saúde. É uma situação
por demais conhecida. Trata-se de uma realidade triste, complexa
e sofrida, que atinge a maioria da população brasileira,
tornando insuportável a vida dos empobrecidos.
Um
olhar sobre a realidade nos leva a considerar a saúde como
um dom a ser preservado, com implicações pessoais
e estruturais. Isto é, a organização social
precisa ser mais justa e solidária para que a vida seja preservada.
A saúde é dom de Deus, e enquanto tal é um
direito que, além de ser preservado, precisa ser conquistado.
Pensemos na importância da alimentação e da
preservação do ambiente. Porém, não
podemos nos esquecer das estruturas insuficientes dos hospitais
e dos postos de saúde.
Nossa solidariedade abrange os agentes de saúde e os que
se dedicam aos doentes, através da Pastoral da Saúde.
Aí se encontram pessoas generosas, abnegadas, que contam
com o apoio da comunidade.
O
cartaz da Campanha da Fraternidade reproduz a parábola do
bom samaritano (cf Lc 10, 29-37). Vemos ali a mão amiga do
profissional da saúde, segurando as mãos da pessoa
doente. Esta atitude amiga suscita esperança e dá
o clima do cuidado e do carinho que devemos dispensar aos enfermos.
O processo de cura de um paciente passa, necessariamente, pela relação
humana, fraterna e de confiança que supera a dor e o isolamento,
provocados pela enfermidade.
O itinerário quaresmal, contemplando a leitura mais assídua
da Palavra de Deus, a oração constante e o amor fraterno,
nos ajuda a viver a Campanha da Fraternidade com mais intensidade.
Seja esta Campanha ocasião propícia para valorizarmos
os agentes de saúde e fortalecermos a Pastoral da Saúde,
sem deixarmos de apontar as lacunas e deficiências do sistema
previdenciário. Cuidemos da saúde para que ela “se
difunda sobre a terra.” (Eclo 38,8)
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Joviano de Lima Júnior, sss
Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto |