CARIDADE
– RESPEITO E COMPAIXÃO
Existe uma co-relação
e uma ligação muito forte entre essas três palavras.
Na verdade não são apenas palavras, são virtudes,
são atitudes e está implícito na natureza humana
ter caridade, respeito e compaixão. Toda pessoa pode e deve
ter caridade, respeito e compaixão por si mesmo, fazer experiência
dessa “Teologia do Cuidado”. Quando zelamos por nós,
também estaremos aptos para zelar pelo próximo. Sabemos
que quem não se ama, também não sabe amar o outro.
Quem não se cuida, não se respeita e não se valoriza,
nunca fará isso pelo outro.
A
mídia, com seus enredos, idéias e publicidades tem estimulando
o ser humano a perder essas características. Incute em nós
que não vale a pena ser alguém de caridade, respeito
e compaixão. Hoje em dia, o que mais vemos crescer é
o individualismo, a auto-suficiência, o isolamento. Estimula-se
as pessoas a serem frias, desconfiadas, calculistas e que apenas corram
sozinhas para sobreviver. O governo contribui muito para essa desastrosa
avalanche, pois, caso contrário investiria muito mais em educação,
cultura e esporte, por exemplo. Por todos os lados encontramos pessoas
nervosas, histéricas, sem paciência, perdendo a educação,
a gentileza – o respeito. Prega-se que ter caridade é
ser um bobo; ajudar os pobres é um erro, atender quem pede
é fomentar a ociosidade de muitos. Em outras palavras, tudo
o que é cristão, tudo o que Jesus deixou para nós
está caindo em desuso. O ser humano está se transformando
para o mal. É hora de acordar; de reagir e não permitir
que o mal vença. Nós não podemos deixar a caridade
esfriar – pois sem a caridade, que é o amor-fraterno,
tudo é feito em vão, inutilmente, sem valor algum. A
Bíblia diz que mesmo doar toda fortuna aos pobres ou incendiar
o próprio corpo, se feito sem amor é sem sentido e sem
valor. O amor-caridade dá brilho e vida em tudo. Precisamos
investir na revolução do amor.
O
mesmo se fala com o respeito. Como é digno manter o respeito.
Respeitar a minha vida e a do outro. Respeitar Deus; respeitar a religião,
respeitar os mais idosos, a família, a liberdade do outro,
a fraqueza do outro – respeitar o pecado e a queda do meu irmão
e não reagir com preconceito e discriminação.
Respeitar o meio-ambiente, respeitar a natureza, as autoridades, o
universo, o patrimônio público e privado. Sem o respeito
que na verdade é esse carinho, é essa delicadeza, é
esse limite, nunca seremos felizes, não adianta os discursos,
as ideologias e os bons propósitos. Isso liga com a compaixão,
marca registrada em Jesus, marca registrada do cristianismo. Todo
cristão precisa ser alguém – COM – PAIXÃO
– pelos pobres, com-paixão pela vida, pelos doentes,
desempregado, injustiçados, crianças, jovens, sofredores
e aflitos. É pensar não só em mim, mas também
no outro. É se colocar no lugar do outro. Experimentar um pouco
do “drama” do outro. Entranhas se misturando, almas e
espírito se misturando, coração batendo um perto
do outro. Na verdade é ser humilde, capaz de sair de mim e
sentir o outro do jeito que ele é e está.
Caridade
– respeito e compaixão estão em falta. O coração
do ser humano não quer dar espaço para essas realidades.
O futuro está ameaçado assim. Não achemos que
isso é besteira, não ache que isso é piegas,
sem sentido. Só material, visível e palpável
não dá felicidade para ninguém. Pensemos nos
outros. Não viva só para si, faça algo de bom
e bonito pelo seu próximo. Passe a vida fazendo o bem, é
assim que se mede a qualidade da nossa vida. Doar o tempo, o serviço,
fazer o outro sorrir e se sentir bem. Mesmo que hajam traições,
decepções e desgastes, mesmo diante de tantas experiências
amargas, tristes e traumáticas faça de tudo para não
piorar enquanto ser humano, seja justo, seja alguém impregnado
de CARIDADE – RESPEITO E COMPAIXÃO.
Pe.
André. Luiz Massaro.